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quinta-feira, outubro 12, 2006

Cartas de Amor, quem as não tem?...



Querida Susana,

Eu sei que o conselheiro matrimonial disse que não deveria haver contacto entre nós, durante o nosso período "de acalmia", mas eu não consigo aguentar mais.
No dia em que me deixaste, eu jurei que nunca mais te dirigia a palavra. Mas isso era só o rapazinho magoado dentro de mim a falar. Ainda assim, eu nunca quis ser o primeiro a avançar.
Na minha fantasia, eras sempre tu que voltavas a rastejar para mim. Acho que o meu orgulho precisava disso. Mas agora vejo que o meu orgulho me custou uma série de coisas.
Estou farto de fingir que não preciso de ti. E já não me importo de fazer má figura. Não me interessa qual de nós dará o primeiro passo, desde que um de nós o dê. Talvez seja altura de deixarmos os nossos corações falarem mais alto do que a nossa dor. E isto é o que o meu coração diz...
Não há ninguém como tu, Susana!!!!
Eu procuro-te nos olhos e seios de cada mulher que vejo, mas elas não são tu. Não chegam sequer aos teus pés.
Há duas semanas, encontrei uma mulher num bar do Bairro Alto e levei-a para casa comigo. Não digo isto para te magoar, mas apenas para ilustrar a profundidade do meu desespero. Ela era nova, talvez 19, com um daqueles corpos perfeitos que só a juventude e talvez uma infância passada em patinagem podem dar. Quer dizer, um corpo perfeito. Mamas que não dá para acreditar e um rabo tipo carapaça de tartaruga, redondo e rijo.....!! O sonho de qualquer homem, não é? Mas enquanto estava sentado no sofá a ser chupado por esta jovem deslumbrante, eu pensei "vejam só aquilo que consideramos importante nas nossas vidas. É tudo tão superficial. O que é que um corpo perfeito significa? Será que a torna melhor na cama?" Bem, neste caso, sim!!!!
Mas estás a ver onde quero chegar? "Será que isso a torna uma pessoa melhor? Será que ela tem um coração melhor do que a minha, moderadamente atraente, Susana??? Duvido!!!" E nunca tinha pensado nisso antes. Não sei, talvez esteja a amadurecer um pouco....
Mais tarde, depois de lhe ter despejado uns decilitros de iogurte pela garganta, dei por mim a pensar, "porque é que me sinto tão esgotado e vazio?" Não era apenas a sua técnica perfeita e a sua fome de sexo e luxúria, mas algo diferente..... Um sentimento de perda. Porque é que me sentia tão incompleto? E então apercebi-me....
Não senti a mesma coisa porque tu não estavas lá para ver, Susana. Percebes o que quero dizer???? Nada significa nem tem o mesmo sentido sem ti!!
Por amor de Deus, Susana, estou a enlouquecer sem ti!!! E tudo o que faço me lembra de ti.....
Lembras-te da Carolina, aquela mãe solteira que encontrámos no ginásio, no ano passado? Bem, ela passou cá em casa na semana passada, com um tacho de lasanha. Ela disse que imaginava que eu não devia andar a comer nada de jeito sem uma mulher por perto. Só mais tarde é que percebi o que ela queria dizer com aquilo, mas essa não é a verdadeira história. De qualquer maneira, bebemos uns copitos de vinho e passado um bocado estávamos a dar-lhe forte e feio no nosso velho quarto. E a devassa é um verdadeiro animal na cama... Ela deu-me tudo, sabes, assim como uma verdadeira mulher faz quando não está preocupada com o peso ou a sua carreira ou se os filhos nos vão ouvir ou não....!? E de repente ela viu aquele velho espelho giratório que está em cima da cómoda que era da tua avó. Então ela agarrou no espelho e colocou-o no chão, de maneira a que nos pudessemos observar os dois. E é uma sensação espectacular, mas que me deixou triste também... Porque não consegui deixar de pensar: "Porque é que a Susana nunca pôs o espelho no chão? Temos esta cómoda há 14 anos, ou coisa que o valha, e nunca o usámos como brinquedo sexual."
No sábado, a tua irmã passou cá com a ordem do tribunal que me proíbe de me aproximar de ti. Quer dizer, a Paula ainda é uma miúda, mas tem uma cabeça muito porreira assente nos ombros e tem sido uma verdadeira amiga para mim durante estes tempos difíceis. Ela tem-me dado excelentes conselhos acerca de ti e acerca das mulheres em geral.
Ela está realmente empenhada em que nós fiquemos juntos novamente, Susana!
Está mesmo!!!
Então, numa destas ocasiões, demos por nós a beber uns copos dentro de uma banheira de espuma e a falar de tempos mais felizes... Aqui está uma adolescente que tem o mesmo ADN que tu e eu só consigo pensar no quanto ela me faz lembrar do quanto ela se parece contigo quando tu tinhas 18 anos!! E isso quase me faz chorar... E afinal descubro que a Paula gosta mesmo de toda aquela cena anal, o que me faz lembrar do número imenso de vezes que te pressionei para experimentares e que isso talvez pudesse ter alimentado o azedume entre nós....
Mas será que consegues ver que, mesmo quando estou a bombar dentro do anel castanho da tua irmã, tudo o que consigo fazer é pensar em ti????
É verdade, Susana!!!!!
E no fundo do teu coração, tu sabes disso!!!
Não achas que podíamos começar de novo???
Acabar com as amarguras, com os ódios e começar tudo do zero? Eu acho que podemos. Se sentes o mesmo, por favor, por favor diz-me, caso contrário, podes dizer-me onde está o controlo remoto da televisão?

João

sábado, março 11, 2006

Ainda bem que há consultores!

Um proeminente consultor internacional, com um MBA de Harvard, estava de férias num pontão de uma pequena aldeia piscatória na costa mexicana quando chegou um pequeno barco de pesca. Dentro do barco estavam vários grandes atuns que o pescador tinha capturado. O consultor cumprimentou o pescador pela qualidade do seu peixe e perguntou quanto tempo levava a apanhá-los.

O pescador respondeu, "Só umas duas horas."

O consultor perguntou, "Porque é que não fica mais tempo e apanha mais peixe?"

"Este é suficiente para alimentar a minha família. Estou feliz!"

E aí, o consultor perguntou, "E o que faz com o resto do seu tempo?"

"Durmo até tarde descansado, pesco um pouco, brinco com os meus filhos e faço uma sesta com a minha mulher, Maria. Todas as noites dou uma volta à aldeia, bebo um copo e toco guitarra com os meus amigos. Tenho uma vida cheia e ocupada, caro senhor!"

O consultor, vendo a oportunidade de fazer boa figura do seu conhecimento, aconselhou, "Sou um consultor de renome internacional, tenho um MBA em Harvard e vou ajudá-lo! Passe mais tempo no mar a pescar e com o que sobra, compre um barco maior. Assim, apanha mais peixe e por consequência pode comprar vários barcos e também contratar mais pessoas. Eventualmente terá uma frota de barcos de pesca. Em vez de vender o que apanha a um intermediário, venderá directamente ao industrial, eventualmente abrindo a sua própria fábrica de conservas. Assim, controla o produto, o processamento e a distribuição. Teria que deixar esta pequena aldeia piscatória e ir para a cidade do México, depois quem sabe Los Angeles e até Nova Iorque, de onde conduzirá a sua empresa em grande expansão."

O pescador Mexicano perguntou, "E quanto tempo é que será preciso para chegar aí?"

"Cerca de 15 a 20 anos."

"E depois, señor?"

O Consultor sorriu satisfeito e disse, "Essa é a melhor parte. Quando for a altura certa, lança então a sua empresa na Bolsa e vende o seu stock ao público e torna-se muito rico. Fará milhões!"

"Milhões, señor? e depois?"

O aí, o consultor disse, com um sorriso de vitória, "Então aí, pode reformar-se e ir viver para uma pacata aldeia costeira onde poderá dormir descansado até tarde, pescar um pouco, brincar com os seus filhos, fazer a sesta com a sua esposa, e todas as noites ir até à aldeia tomar um copo e tocar guitarra com os seus amigos.

"Mas senõr, isso é o que eu faço agora!"

terça-feira, setembro 13, 2005

O esterco e as laranjas




Esta história fala-nos de um alto executivo que, muito stressado, foi ao psiquiatra.
O médico, experiente, em muitos casos idênticos, logo diagnosticou ao paciente os males dos tempos modernos dos executivos: ansiedade, tensão e insegurança. Disse então ao paciente:
- O Sr. precisa de se afastar, pelo menos por duas semanas, da sua actividade profissional. O conveniente é que vá para a província, se isole do dia-a-dia e procure algumas actividades que o relaxem. Com dois livros na mala, 5 CD's do Marco Paulo e 3 do Quim Barreiros, um portátil e três jogos de computador, mas sem o telemóvel.
O executivo partiu para a quinta de um amigo ministro, no Alentejo. Passados os dois primeiros dias, o executivo, não tendo conseguido instalar nenhum dos jogos no portátil, já tinha lido meio livro e ouvido todos os CD's por seis vezes. Continuava, no entanto, ainda muito inquieto. Pensou então que alguma actividade física poderia ter algum resultado na ansiedade que ainda o dominava. Chamou o feitor da quinta e pediu-lhe que lhe arranjasse alguma actividade para ele fazer. O feitor ficou meditativo, mas ao ver uma carrada de estrume que havia acabado de chegar, disse-lhe:
- O Sr. pode ir espalhando aquele esterco naquela área ali que está preparada para o cultivo do milho.
E ficou a pensar para si, divertido: "Ou vai desistir logo, e não me volta a chatear, ou pelo menos fica entretido uma semana". Puro engano. No dia seguinte o executivo já tinha espalhado o esterco todo pela área, de uma forma uniforme, e em duas camadas.
Foi pedir ao feitor nova tarefa. Este, francamente admirado, disse-lhe:
- Bem, estamos a começar a colheita das laranjas. O Sr. pode ajudar-nos. Leve ali aquele carrinho com os três cestos, e vá colhendo as laranjas separando-as por tamanho. As pequenas no primeiro cesto, as médias no segundo e as maiores no outro.
No dia seguinte o gestor levantou-se com o cantar do galo e partiu para o pomar/laranjal. No final do dia, já a noite avançava, e ele ainda não tinha regressado. Preocupado o feitor dirigiu-se ao laranjal. Quando lá chegou viu o executivo com uma laranja na mão, os cestos completamente vazios enquanto repetia para si mesmo:
«Esta é grande! Não... é média. Ou será pequena???????- É pequena, de certeza. Não... é grande. Ou será que é média???????Pequena, deve ser pequena. Não... parece-me muito grande para ser pequena. Será que é grande???????»


Moral da história:


Espalhar merda é fácil. O difícil é tomar decisões.